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A pressa que ameaça a credibilidade do jornalismo



A cobertura recente de alguns episódios envolvendo o chamado “caso Banco Master” trouxe à tona um problema que vai muito além de um escândalo financeiro ou político específico. Ela expõe algo mais profundo e preocupante: o ritmo cada vez mais apressado com que certas notícias são publicadas e replicadas no ambiente digital.


Nos últimos dias, circularam informações que ganharam grande repercussão – como a suposta morte de um personagem ligado ao caso enquanto estava sob custódia policial, posteriormente corrigida ou desmentida gradualmente, e a interpretação inicial de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro que teriam sido enviadas ao ministro Alexandre de Moraes. Ambas as narrativas foram divulgadas com grande destaque antes que os fatos estivessem plenamente estabelecidos, e depois sofreram revisões ou correções.


O problema não está apenas em errar. O jornalismo sempre conviveu com a possibilidade de erro. O verdadeiro risco está em transformar a exceção em método.


Durante décadas, os grandes veículos de comunicação construíram sua credibilidade justamente sobre um diferencial institucional: estrutura editorial, equipes profissionais, hierarquia de revisão, responsabilidade jurídica e compromisso com a verificação rigorosa dos fatos. Essa estrutura justificava – e ainda justifica – a confiança do público e, em muitos casos, o pagamento por assinaturas. Era essa estrutura que distinguia o jornalismo profissional da simples difusão de rumores.


Hoje, porém, a pressão do ambiente digital parece estar corroendo esse diferencial. A competição com redes sociais, blogs e perfis independentes criou um incentivo perverso: publicar primeiro, verificar depois.


Em alguns casos, a lógica se inverte completamente. A notícia surge em forma de nota, coluna ou comentário – muitas vezes baseada em vazamentos ou interpretações preliminares – e apenas depois passa por um processo de correção ou esclarecimento. O problema é que o dano institucional já ocorreu.


Quando uma informação grave é publicada com grande destaque e posteriormente corrigida de forma discreta, o resultado para a audiência não é esclarecimento. É confusão.


Parte do público passa a acreditar na primeira versão. Outra parte passa a desconfiar de todas as versões. E muitos acabam se refugiando em bolhas de informação onde apenas as narrativas que confirmam suas crenças são aceitas. O resultado final é a erosão generalizada da credibilidade.


Esse fenômeno, aliás, não é exclusivo do Brasil. Pesquisas internacionais como o Edelman Trust Barometer e o Digital News Report, do Reuters Institute da Universidade de Oxford, vêm mostrando há anos uma queda consistente na confiança pública na mídia em diversas democracias. Em muitos países, menos da metade da população afirma confiar regularmente nas notícias que consome.


Quando a percepção pública passa a ser a de que a velocidade da publicação se tornou mais importante do que a verificação rigorosa dos fatos, o jornalismo profissional perde justamente o atributo que o diferenciava no ambiente informacional contemporâneo: a credibilidade.


Esse processo não afeta apenas a imprensa. Ele atinge diretamente as instituições públicas e o próprio funcionamento da democracia. Acusações graves podem se espalhar rapidamente, muitas vezes sem o tempo necessário para apuração adequada ou para que os envolvidos apresentem sua defesa.


Transparência do poder público e liberdade de imprensa são pilares essenciais de qualquer sociedade democrática. Mas justamente por isso precisam ser protegidos contra a degradação de seus próprios instrumentos. Quando o jornalismo se aproxima demais da lógica do “clickbait”, ele se torna indistinguível daquilo que historicamente buscava combater: o boato, o rumor e a manipulação. Talvez seja hora, portanto, de uma reflexão mais profunda dentro das próprias redações.


Reforçar os métodos de verificação, valorizar o contraditório antes da publicação e resistir à tentação da velocidade absoluta são medidas essenciais para preservar aquilo que ainda resta do capital mais importante do jornalismo: a confiança pública.


Ao mesmo tempo, também cabe à audiência desenvolver um olhar mais crítico. Em um ambiente saturado de informação, conhecer o histórico, a consistência e o método de cada fonte tornou-se parte fundamental do exercício da cidadania.


A democracia depende de uma imprensa livre. Mas uma imprensa livre também depende de credibilidade.


Sem ela, o jornalismo perde sua função social – e a sociedade perde uma de suas principais ferramentas de fiscalização do poder.


Jean Paul Prates foi Senador da República (2019–2023)




 

O Rio Grande do Norte terá dois representantes na final do Prêmio Nacional de Inovação (PNI), uma das principais premiações do país voltadas ao reconhecimento de iniciativas inovadoras. Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Sebrae, com apoio do SESI, SENAI e IEL, o prêmio é conhecido como o “Oscar da Inovação”.


O estado é finalista na categoria Ecossistemas de Inovação de Pequeno Porte com o Vale do Seridó, sediado em Currais Novos, e na categoria Recursos Renováveis – Pequenos Negócios com a empresa Sabor de Coco.


Esta é a primeira vez que um ecossistema de inovação do interior do Rio Grande do Norte chega à final da premiação. No estado, o feito havia sido alcançado apenas pelo ecossistema de Natal, em 2022.


A trajetória do Vale do Seridó até a fase final começou com a participação de 99 ecossistemas de inovação de todo o país. O projeto avançou para o grupo de 17 semifinalistas e agora está entre os nove finalistas nacionais da categoria.



 

Desde que as chuvas chegaram ao Sertão do Rio Grande do Norte, a partir da segunda quinzena de fevereiro, os reservatórios públicos monitorados pelo Governo do Estado receberam 100 milhões de metros cúbicos de água. Os dados são das últimas coletas feitas pelo Instituto de Gestão de Águas (IGARN), órgão responsável pelo monitoramento de 69 açudes e barragens nas principais bacias hidrográficas do RN.



A recarga ocorre no momento em que 75 municípios estão em situação emergencial reconhecida pela Defesa Cívil, tendo como fator a seca em estágio extremo, isto é, quando há forte impacto social e econômico causado pela escassez hídrica na região.


O volume produzido pelas chuvas de fevereiro e início de março encheu pequenos reservatórios, reforçou as reservas de açudes de médio porte e dobrou o volume de Oiticica, segunda maior barragem do RN. Oiticica tem capacidade para armazenar 742,6 milhões de metros cúbicos. Na sexta-feira (6), ela armazenava 214,1 milhões, 28,8% da capacidade.


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Tribuna do Norte



 

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Sobre o Pauta RN e seu autor Gerson Luiz

GERSON LUIZ atua na Imprensa Brasileira desde 1973. É Apresentador de Rádio e Tv, Repórter E Editor de Jornais e Revistas, com atuações reconhecidas em veículos de comunicação de Brasília, DF (Sistema RBS ); João Pessoa  PB, (Grupo Correio da Paraíba); João Pessoa, PB (Sistema Tabajara de Comunicação); João Pessoa, PB, (Assessoria de Comunicação da Prefeitura de João Pessoa);  Bananeiras, PB (Grupo Integração do Brejo); Natal, RN, ( Sistema Tribuna de Comunicação, Rádio Cabugi, Jornal Tribuna do Norte e Rádio Difusora de Mossoró) ; Natal, RN,  (Rede Tropical De Comunicação, Rádio Tropical) ; Natal, RN (Jornal A República); Natal, RN, (Revista RN Econômico); Natal, RN, Grupo Carlos Lima (Jornal Cadernos do RN); Natal, RN, (Rádio Nordeste e Rádio Poty). Em Lisboa, Portugal, atuou como Assessor de Imprensa da VIDISCO Companhia de Discos. Atualmente,  retornando as raízes seridoenses, é Apresentador do programa jornalistico PAUTA RN, Rádio Sertaneja 95 FM, em Currais Novos e Edita a Revista SERIDÓ.

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