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Por Jean Paul Prates



Os data centers consomem muita eletricidade, água e infraestrutura. Por isso, a preocupação das comunidades é legítima. Mas atribuir toda possível alta da tarifa aos data centers simplifica demais o problema. O consumo de energia também cresce porque usamos mais ar-condicionado, equipamentos domésticos, serviços digitais, mobilidade elétrica e tecnologias que tornam a vida mais confortável.


A questão central é quem paga pela expansão da rede, quem recebe os benefícios e onde esses empreendimentos serão instalados.


No Nordeste, existe uma oportunidade diferente. A região possui grande oferta de energia eólica e solar, inclusive com períodos de curtailment, quando a geração renovável é limitada porque o sistema não consegue absorver toda a eletricidade produzida. Data centers bem planejados podem transformar parte dessa energia desperdiçada em processamento de dados, inteligência artificial, empregos qualificados e desenvolvimento regional.


Mas isso exige regras claras: energia renovável adicional, armazenamento, transmissão, refrigeração com baixo consumo de água, transparência sobre custos, participação das comunidades e contrapartidas sociais e ambientais proporcionais.


Data center não deve chegar como um galpão fechado que socializa despesas e privatiza benefícios. Deve integrar universidades, formação profissional, empresas locais, pesquisa, segurança digital e novas oportunidades econômicas.


Reprimir a tecnologia não resolve. O caminho é planejar melhor, fiscalizar, negociar contrapartidas e fazer com que a população também seja beneficiária da economia digital.



 

O Brasil recebeu US$ 5,607 bilhões em investimentos estrangeiros no setor de telecomunicações, informação e comunicação entre janeiro e setembro de 2026. O valor é o maior já registrado para os nove primeiros meses de um ano e representa um crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando o país recebeu US$ 5,188 bilhões. Os dados são do Banco Central do Brasil (Bacen), analisados pelo Ministério das Comunicações.


O volume de recursos destinados ao setor vem crescendo nos últimos anos. Em 2024, os investimentos estrangeiros somaram US$ 4,994 bilhões entre janeiro e setembro; em 2023, foram US$ 4,285 bilhões. Já em 2022, o volume chegou a US$ 3,363 bilhões.


Os investimentos abrangem áreas como telecomunicações, computação e serviços de informação, segmentos que demandam infraestrutura para acompanhar a expansão da economia digital. Entre os principais componentes desse mercado estão as redes móveis, a fibra óptica, os centros de dados e os serviços digitais.


Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o avanço dos investimentos está associado à importância estratégica da conectividade e da infraestrutura digital para o desenvolvimento econômico do país.


“Estamos trabalhando para ampliar a conectividade, modernizar as redes e criar um ambiente favorável à inovação. Esse movimento é fundamental para atrair novos investimentos, gerar oportunidades e levar os benefícios da transformação digital a cada vez mais brasileiros”, afirma o ministro.


A expansão da demanda por conectividade de alta velocidade e soluções digitais tem impulsionado a necessidade de investimentos em infraestrutura. Esses recursos são utilizados na ampliação e modernização das redes de telecomunicações, na instalação de centros de dados e no desenvolvimento de serviços de informação, estruturas que dão suporte à digitalização de empresas e à oferta de serviços à população.


Revista NORDESTE



 

A bancada do PL no Senado e parlamentares da oposição de outros partidos rejeitam um acordo para apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à Presidência da Casa. Como alternativa, o partido deve lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN) na disputa pelo comando do Senado.


O lançamento oficial da candidatura está previsto para a próxima quarta-feira (4), após uma reunião da bancada do PL marcada para a próxima semana, quando os parlamentares devem confirmar a decisão.


A legenda terá 29 senadores a partir de fevereiro de 2027, o equivalente a mais de um terço das 81 cadeiras do Senado, e busca ampliar sua influência na estrutura de comando do Legislativo.


A candidatura de Rogério Marinho já recebeu apoio de integrantes da família Bolsonaro. Segundo aliados, o senador potiguar conta com o aval do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência da República, e do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC).


Marinho foi líder da oposição no Senado durante a atual legislatura e também coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026.


A eleição para a Presidência do Senado ocorre em fevereiro de 2027, quando os novos senadores assumem seus mandatos. A escolha é feita por votação secreta dos 81 parlamentares da Casa.


Diário do RN



 

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Sobre o Pauta RN e seu autor Gerson Luiz

GERSON LUIZ atua na Imprensa Brasileira desde 1973. É Apresentador de Rádio e Tv, Repórter E Editor de Jornais e Revistas, com atuações reconhecidas em veículos de comunicação de Brasília, DF (Sistema RBS ); João Pessoa  PB, (Grupo Correio da Paraíba); João Pessoa, PB (Sistema Tabajara de Comunicação); João Pessoa, PB, (Assessoria de Comunicação da Prefeitura de João Pessoa);  Bananeiras, PB (Grupo Integração do Brejo); Natal, RN, ( Sistema Tribuna de Comunicação, Rádio Cabugi, Jornal Tribuna do Norte e Rádio Difusora de Mossoró) ; Natal, RN,  (Rede Tropical De Comunicação, Rádio Tropical) ; Natal, RN (Jornal A República); Natal, RN, (Revista RN Econômico); Natal, RN, Grupo Carlos Lima (Jornal Cadernos do RN); Natal, RN, (Rádio Nordeste e Rádio Poty). Em Lisboa, Portugal, atuou como Assessor de Imprensa da VIDISCO Companhia de Discos. Atualmente,  retornando as raízes seridoenses, é Apresentador do programa jornalistico PAUTA RN, Rádio Sertaneja 95 FM, em Currais Novos e Edita a Revista SERIDÓ.

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