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- 30 de dez. de 2025

A deputada federal Carla Dickson (União), em publicação nas redes sociais, chamou de “bolsa crime” a portaria da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte (Fundase-RN) que trata do pagamento de uma bolsa de R$ 500,00, durante até um ano, para adolescentes e jovens que concluírem medidas socioeducativas. Herculano Campos, presidente da Fundase, rebateu Carla Dickson ressaltando que a medida “não é bolsa crime, mas sim uma bolsa para sair do crime”.
A iniciativa integra o Programa Pós-Medida Horizontes Potiguares, que tem como objetivo evitar a reincidência, a permanência escolar e inserção em ações de profissionalização e empregabilidade.
Na publicação, a parlamentar bolsonarista afirma que “adolescentes e jovens infratores vão ganhar R$ 500 do Governo do RN”. Ela, no entanto, diz em seguida que o valor do benefício poderia ir de R$ 1.350,00 a R$ 1.500,00, mas esses valores não estão previstos na portaria da Fundase.
“O Governo do RN, sob a gestão de Fátima Bezerra, aliada de Lula, cria uma bolsa de R$ 1.350 a R$ 1.500 para jovens que cometeram crimes e infrações, enquanto ignora milhões de brasileiros que estudam, trabalham e cumprem a lei sem qualquer apoio”, escreve a deputada evangélica.
Carla Dickson assegura ser a favor da reintegração social, “mas jamais”, segundo ela, “às custas de quem faz o certo”. A deputada também declara que “políticas assim invertem valores, enfraquecem a autoridade do estado e alimentam a sensação de injustiça social”.
Em resposta à Carla Dickson, o presidente da FUNDASE, Herculano Ricardo Campos, afirmou que a medida “não é uma bolsa crime”.
“Na verdade”, ponderou ele, “é uma bolsa para sair do crime, para construção de vida, uma bolsa dignidade – é o inverso da lógica que eles estão insistindo em disseminar”.
Herculano afirmou que, ao contrário do que disse Carla Dickson, “o benefício não é pago para quem está em conflito com a lei, mas sim para quem já cumpriu a medida socioeducativa e aceita voluntariamente continuar sendo acompanhado pela Fundase e pelo sistema de Justiça, sendo encaminhado para políticas públicas diversas, que incluem programas de empregabilidade”.
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