CARLOS ALBERTO, O LEGADO DE UM VISIONÁRIO - por Bosco Afonso
- comercialpautarn
- há 2 horas
- 3 min de leitura

No próximo dia 15, o Rio Grande do Norte não celebra apenas o aniversário de uma emissora de televisão. Celebramos a concretização de um sonho que parecia impossível, a audácia de um homem que enxergou o futuro antes de todos e a persistência de um comunicador que nunca esqueceu suas raízes. Ao abrirmos esta CONVERSA LIVRE, fazemos uma pausa necessária para reverenciar a memória de Carlos Alberto de Sousa, o eterno “Senador do Povo” e o comandante que lançou a TV Ponta Negra.
A história de Carlos Alberto é daquelas que mereceriam um roteiro de cinema. Sua voz, que primeiro ecoou com maestria nos microfones da Rádio Cabugi, não era apenas um instrumento de entretenimento; era um elo de confiança com o cidadão comum. Essa conexão orgânica com o povo pavimentou uma trajetória política que, até hoje, é lembrada como meteórica e sem paralelos na história potiguar. Carlos Alberto não subiu degraus; ele saltou sobre eles com a força de seu carisma: de vereador em Natal a deputado estadual, e dali para a Câmara Federal, até atingir o ápice como Senador da República aos 37 anos de idade — um dos mais jovens a ocupar uma cadeira na Câmara Alta do país.
Mas a política, para ele, era um meio, nunca o fim. O seu verdadeiro destino estava traçado nas ondas do rádio e, posteriormente, nas telas da TV. Carlos Alberto era um visionário nato.
Imaginem o cenário de 1987: conseguir a concessão do primeiro canal de televisão comercial do Rio Grande do Norte era um desafio hercúleo, especialmente para quem não dispunha de grandes fortunas. Mas ele possuía algo mais valioso: credibilidade e coragem.
Ao escolher qual bandeira hastear em solo potiguar, Carlos Alberto tomou uma decisão que muitos julgaram arriscada. Entre as gigantes da época, ele mirou o SBT. Naquele tempo, a emissora de Silvio Santos ocupava o quarto lugar na audiência nacional, mas havia uma identificação de alma entre os dois. Silvio, o mestre da comunicação popular, reconheceu em Carlos Alberto o mesmo DNA. Com o encorajamento e o apoio técnico do “Patrão”, nascia a TV Ponta Negra. Carlos Alberto não queria apenas uma televisão; ele queria uma voz que falasse a língua do povo, que entrasse nas casas das famílias mais humildes não como uma visita ilustre, mas como um vizinho solidário.
E assim o fez. Utilizando o alcance de sua emissora, ele transpôs o estilo que o consagrou no rádio para a telinha. A TV Ponta Negra tornou-se uma ferramenta de transformação social, liderando campanhas históricas em favor dos desassistidos e cobrando soluções para as mazelas do nosso estado. Carlos Alberto foi um vencedor em todas as frentes em que lutou. Infelizmente, o único adversário que não pôde vencer foi a doença. Partiu precocemente, deixando um vazio imenso, mas um legado que o tempo se encarregou de solidificar.
Hoje, ao celebrarmos os 39 anos da TV Ponta Negra, vemos que a semente plantada por ele floresceu e se tornou uma árvore frondosa. Sob o comando dedicado de sua família, a empresa não apenas sobreviveu, mas expandiu-se, mantendo a liderança e o carinho do público com um canal que abraça todo o estado e uma rádio que pulsa no coração da Região Metropolitana.
Carlos Alberto de Sousa permanece vivo em cada denúncia atendida e em cada sorriso de quem se vê representado na tela da TV. Ele nos ensinou que a comunicação só faz sentido se for para servir. No próximo domingo, ao brindarmos os 39 anos desta casa, estaremos, acima de tudo, honrando a coragem do homem que ousou sonhar alto para fazer o Rio Grande do Norte ser visto e ouvido.
Vida longa à TV Ponta Negra. E eterna gratidão ao seu fundador.
ABRAÇOHoje, abraço a todas aquelas pessoas que contribuíram para fazer nascer o sonho de Carlos Alberto: a TV Ponta Negra. Deixo de registrar nomes para não cometer injustiça por lapso de memória, mas cada um dos que subiram o “Morro do Tirol” estão sendo abraçados.
ABRAÇO 2Abraço dona Miriam, a guerreira vibrante, que sempre esteve ao lado daquele visionário às vezes impulsivo. Ela que foi o suporte de tantos momentos glória, e também de dificuldades.
ABRAÇO 3Abraço Micarla, a substituta nata do pai. A comunicadora, o pulso forte, a vencedora. Abraço a Rose, a recatada de todas, a gestora de recursos humanos, sempre ao lado de Guto, o empreendedor. Abraço Priscila, a sapeca. A menininha que há 39 anos já ensaiava suas incursões na telinha. Finalmente, meu abraço a todos que hoje continuam a fazer a TV PONTA NEGRA.

.png)





Comentários