COMUNIDADES INDÍGENAS DE JOÃO CÂMARA COLHEM PRIMEIRA SAFRA DE MEL APÓS CAPACITAÇÃO
- comercialpautarn
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Comunidades indígenas de João Câmara, no Rio Grande do Norte, iniciaram neste primeiro quadrimestre de 2026 a colheita da primeira safra de mel produzida a partir do projeto Quintais Mendonça. A iniciativa reúne 30 famílias do Povo Mendonça Potiguara, nas comunidades Serrote de São Bento, Amarelão e Santa Terezinha, e foi criada para fortalecer a apicultura e a meliponicultura como alternativas de geração de renda.
O projeto é resultado de uma parceria entre o Sebrae-RN, o Grupo CPFL Energia e a State Grid. As atividades começaram em outubro de 2024 e incluíram capacitações técnicas, entrega de equipamentos, orientações sobre manejo, extração e comercialização, além de apoio à estruturação da produção.
Das 30 famílias atendidas, 25 trabalham com apicultura, por meio da criação de abelhas Apis, com ferrão. Outras cinco atuam na meliponicultura, com abelhas jandaíra, espécie sem ferrão. Durante 12 meses, os produtores receberam formação voltada ao manejo das colmeias, à extração do mel e às etapas necessárias para a comercialização.
O projeto beneficiou diretamente cerca de 150 pessoas e impactou aproximadamente 1.500 moradores das comunidades atendidas, por meio de ações de sustentabilidade e atividades realizadas em escolas locais. Também foram plantadas duas mil mudas de espécies frutíferas e nativas da Caatinga, com o objetivo de favorecer a preservação das abelhas e do ecossistema da região.
Segundo Nilson Dantas, gestor de Apicultura e Meliponicultura do Sebrae-RN, a expectativa é que, até o fim da safra, sejam produzidas cerca de duas toneladas de mel de abelha Apis e 200 quilos de mel de abelha jandaíra. O mel de jandaíra é considerado mais raro e tem maior valor agregado. A estimativa é que a atividade gere aproximadamente R$ 140 mil por safra nas comunidades participantes.

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