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CRISE NO ESTREITO DE ORMUZ AMEAÇA ABASTECIMENTO GLOBAL DE ALIMENTOS E ELEVA RISCO DE INFLAÇÃO, ALERTA ONU

  • comercialpautarn
  • há 10 horas
  • 1 min de leitura

O agravamento das tensões no Oriente Médio e possíveis interrupções na navegação no Estreito de Ormuz acendem um sinal de alerta para a segurança alimentar mundial. O bloqueio ou a redução do tráfego na rota marítima, localizada no Irã, pode pressionar os preços dos alimentos e desencadear uma nova onda inflacionária ainda em 2026.


A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) adverte que o fluxo de combustíveis e fertilizantes — insumos essenciais para a próxima safra agrícola — já começa a ser afetado. Caso os navios não retomem a circulação em curto prazo, os impactos podem se espalhar rapidamente pelos mercados globais.


Risco de efeitos em cadeia, como após a pandemia Covid-19

A agência das Nações Unidas avalia que a atual situação pode gerar efeitos semelhantes aos observados no período posterior à pandemia de Covid-19, quando gargalos logísticos e aumento de custos pressionaram os preços de alimentos em diversos países.


O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, destacou que os riscos são concretos e podem se intensificar em pouco tempo. Segundo ele, entre 30% e 35% do petróleo bruto, cerca de 20% do gás natural e de 20% a 30% dos fertilizantes estão sendo afetados por restrições logísticas associadas ao conflito.


Apesar do cenário de incerteza, o especialista ressalta que, por ora, existem estoques suficientes para sustentar o funcionamento do sistema agroalimentar global, o que confere alguma resiliência no curto prazo.



 
 
 

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