CRISE TRAVA ALIANÇAS E FORTALECE MICHELLE
- comercialpautarn
- há 1 dia
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Negociações nos estados emperram após divulgação de áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

A repercussão das negociações entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, começou a afetar diretamente a articulação política do bolsonarismo para as eleições deste ano. O episódio interrompeu tratativas para a formação de palanques estaduais e levou aliados a reavaliar o custo eleitoral de associar suas campanhas à pré-candidatura presidencial do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, dirigentes partidários, governadores e parlamentares discutem estratégias para evitar que o desgaste nacional do caso contamine disputas locais consideradas competitivas. O movimento já produz reflexos em estados como Santa Catarina, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
A crise também atingiu um dos principais ativos da pré-campanha de Flávio: a construção de uma ampla rede de alianças estaduais. A expectativa inicial era de que o senador contasse, por exemplo, com um palanque robusto em Santa Catarina, um dos estados mais alinhados ao bolsonarismo. Com o agravamento do caso, porém, a tendência é de isolamento do Partido Liberal no estado.
Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello e o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues eram vistos como potenciais aliados de Flávio. Após a divulgação das mensagens entre o senador e Daniel Vorcaro, João Rodrigues afirmou ao jornal O Globo que deve apoiar exclusivamente a candidatura presidencial de Ronaldo Caiado.
Apesar disso, Rodrigues indicou que evitará ataques públicos ao senador.
“Ficar em silêncio é o melhor caminho”, afirmou.
O episódio também agravou disputas internas no estado. Carlos Bolsonaro, irmão de Flávio, e a deputada federal Caroline de Toni disputam espaço para concorrer ao Senado, cargo também almejado pelo senador Esperidião Amin, que busca a reeleição.
No Ceará, o ex-governador Ciro Gomes, pré-candidato ao governo estadual, passou a defender uma campanha centrada em temas locais, sem vinculação direta à disputa presidencial.
“Ciro não vai tratar de Presidência. Somente de governo do estado”, afirmou o deputado Mauro Benevides Filho, um de seus principais aliados.
MICHELLE AMPLIA ESPAÇO INTERNO NO PL
Nos bastidores, dirigentes do PL afirmam que a crise reorganizou a disputa interna por espaço dentro do bolsonarismo e ampliou a influência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Michelle e Flávio já vinham disputando protagonismo na definição de candidaturas estaduais. Em Santa Catarina, ela se aproximou de Esperidião Amin, adversário de Carlos Bolsonaro na disputa pelo Senado. No Ceará, apoia a vereadora Priscila Costa para a mesma vaga, em contraposição ao nome defendido por Flávio, Alcides Fernandes.
Enquanto aliados regionais recalculam o grau de proximidade com o senador, Michelle intensifica sua atuação política em mais de 20 estados, com foco em candidaturas ligadas ao eleitorado evangélico, feminino e mais ideológico da direita.
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Agora RN

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