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DIA MUNDIAL DO QUEIJO DESTACA FORÇA DA PRODUÇÃO ARTESANAL POTIGUAR

  • comercialpautarn
  • 21 de jan.
  • 2 min de leitura

Evento promovido pelo Sebrae-RN reúne produtores, apresenta vivências gastronômicas e evidencia crescimento e reconhecimento do setor de queijos e laticínios no estado



Na data em que se comemora o Dia Mundial do Queijo, 20 de janeiro, o Sebrae no Rio Grande do Norte promoveu, na Agência Sebrae Grande Natal, um dia de atividades voltado à valorização da produção artesanal de queijos no estado. A programação reuniu queijos artesanais potiguares de referência e incluiu demonstração ao vivo da confecção do tradicional queijo manteiga, oficina de harmonização com alimentos regionais, além de exposição e comercialização de produtos, destacando a qualidade e a diversidade da produção local.


A produção potiguar de queijos e laticínios tem conquistado destaque crescente em concursos nacionais. Somente em 2025, produtores do estado somaram 56 medalhas em três importantes competições do setor: Enel, Expo Queijo e Prêmio Queijo Brasil. As premiações contemplaram diferentes categorias, incluindo queijos, manteigas e outros derivados lácteos, reforçando o reconhecimento da produção artesanal potiguar.


Para o produtor Lucenildo Firmino, de Tenente Laurentino, conhecido como Galego da Serra, o aumento das premiações reflete um movimento consistente de valorização do setor. “As conquistas têm se intensificado ao longo dos anos, o que resulta em mais visibilidade para as produções e maior reconhecimento por parte da sociedade”.


Já Marcelo Paiva, proprietário do Laticínio Capril Buxada, destacou o potencial do queijo de cabra, ainda pouco difundido no Nordeste. Segundo ele, a aceitação do produto tem crescido gradualmente, impulsionada pelas premiações e pelo apoio de instituições como o Sebrae.


“O processo de mudança cultural e a introdução de novos produtos são desafiadores, mas o trabalho contínuo tem aberto caminhos. Atualmente, temos mais de 28 produtos, entre queijos, iogurtes e doces, muitos deles comercializados em estabelecimentos de destaque, como em Pipa e São Miguel do Gostoso, além de lojas que integram o movimento Feito Potiguar”, relatou.


Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 165 empresas ativas na cadeia de laticínios – de acordo com levantamento feito pelo Sebrae-RN com dados da Receita Federal. A maior concentração está no Seridó Ocidental, com 70 empresas, o equivalente a 42% do total estadual. Em seguida aparecem a Região Metropolitana de Natal, com 32 empresas (19%), e o Seridó Oriental, com 16 (10%). Regiões como Vale do Açu, Alto Oeste, Oeste, Trairí e Agreste também integram o mapa produtivo, evidenciando a capilaridade da atividade no estado.


De acordo com Luis Felipe, gestor do Programa Leite e Genética do Sebrae-RN, um dos fatores determinantes para o fortalecimento do setor queijeiro tem sido o avanço contínuo na qualidade do leite, que impacta diretamente o sabor e o padrão dos produtos.


Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PAM), do IBGE, apontam crescimento consistente da produção de leite no Rio Grande do Norte nos últimos anos, acompanhado por expressiva valorização econômica. Em 2017, o estado produziu 242,7 milhões de litros de leite, movimentando R$ 411 milhões. Já em 2024, a produção alcançou 394,5 milhões de litros, com valor de R$ 981 milhões.


Outro dado relevante é a concentração regional da produção: 10,4% de todo o leite produzido no estado tem origem em Caicó, no Seridó potiguar, região historicamente ligada à atividade leiteira e à produção de queijos artesanais.



 
 
 

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