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DÁ A FÁTIMA O QUE É DE FÁTIMA - POR BOSCO AFONSO

  • comercialpautarn
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

A história política do Rio Grande do Norte é um mosaico de épocas, desafios e legados que moldaram nossa identidade. Escrever sobre o passado e o presente exige de nós, cronistas do cotidiano, um equilíbrio fino: a coragem de criticar e a nobreza de reconhecer. Como diz o preceito bíblico, é preciso dar a César o que é de César. No palco da nossa história, cada governante deixou uma marca indelével, um “título” que o povo, em sua sabedoria, tratou de eternizar.


Recuamos a Dinarte Mariz com seu prestigio nacional para trazer a Universidade Federal e a Aluízio Alves, o visionário que acendeu as luzes da esperança com a eletrificação do estado.


Passamos pela serenidade de Monsenhor Walfredo Gurgel, pela visão cultural e o despertar para as riquezas da aquicultura de Cortez Pereira e pelo rigor administrativo de Tarcísio de Vasconcelos Maia. Vivemos o tempo das grandes obras de Lavoisier Maia e a modernização infraestrutural de José Agripino Maia. Sentimos a vibração do “Governo das Mudanças” de Geraldo Melo e a revolução hídrica de Garibaldi Filho, o eterno “Governador das Águas”, que levou o sustento aos sertões mais áridos.


A história seguiu com a garra da “Guerreira” Vilma de Faria, o olhar social de Rosalba Ciarlini e as tentativas de equilíbrio de Robinson Faria. Hoje, sob a gestão de Fátima Bezerra, o Rio Grande do Norte vive um novo capítulo. Enquanto opositores cumprem o papel do embate e governistas o da exaltação, a imprensa livre deve ocupar o centro: apontar a ineficiência quando ela surge, mas não silenciar diante das vitórias.


É sob esse prisma de justiça que precisamos falar sobre a Segurança Pública. Se Garibaldi foi o homem das águas, Fátima Bezerra consolida-se como a “Governadora da Segurança”. Em um estado que já viveu dias de incertezas e medo, o fortalecimento das polícias, o investimento em tecnologia e a recomposição de quadros não são apenas números de uma planilha; são o alento da mãe que vê o filho voltar para casa e o comerciante que abre suas portas com dignidade.


Reconhecer esse avanço não é um ato de adesismo, mas de honestidade intelectual. É entender que, acima das siglas partidárias, está o bem-estar do norte-rio-grandense. Se o crime recua e o Estado avança, o mérito é de quem comanda. Por isso, sem medo do julgamento alheio e com o olhar voltado para o real, podemos afirmar: Dá a Fátima o que é de Fátima. Que a segurança seja o seu maior legado, e que o RN continue trilhando o caminho da paz.



 
 
 

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