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EMPRESAS TÊXTEIS DO RN MODERNIZAM PROCESSOS COM O USO DA TECNOLOGIA

comercialpautarn
há 10 minutos
2 min de leitura

A transformação digital das empresas do setor têxtil tem sido cada vez mais uma realidade no Rio Grande do Norte, com vistas ao aumento de produtividade, redução de custos e melhorias de gestão. Os exemplos estão em Natal, como é o caso da Matersol, que conseguiu aumentar as vendas em 34% este ano graças a uma ferramenta que reúne dados sobre produção, qualidade e frequência de colaboradores; e também no interior, como é o caso da Zaja, que conseguiu um ganho de 25% no tempo médio de produção de processos internos, dentre eles, a produção de peças.


Para ampliar o alcance das digitalizações do setor, o Programa NE 4.0, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em parceria com a Federação das Indústrias do RN (Fiern) e o Instituto Metrópole Digital (IMD) da UFRN, atendeu, até agosto deste ano, 30 empresas potiguares e estruturou 20 projetos de inovação no estado. Um desses projetos resultou, em fevereiro de 2026, na implantação de um software na Matersol, empresa de confecção têxtil com sede na zona Norte de Natal.


MELHORANDO A PRODUÇÃO E REDUZINDO CUSTOS


A ferramenta reúne indicadores como produção, qualidade e frequência de colaboradores. O acompanhamento dos dados em uma único lugar permitiu à Matersol melhorar os processos de produção, o que gerou uma redução de custos de 17% desde o início do ano e um crescimento de 34% nas vendas da empresa.


“Todos os dados relacionados a compras, produção e informações dos setores financeiro e comercial estão reunidos em uma única DRE (Demonstração do Resultado do Exercício). Basicamente, é um painel que nos permite tomar decisões para qualquer área da empresa”, detalha a diretora-executiva Déborah Sayonara.


Graças ao software, segundo ela, foi possível produzir em uma velocidade maior, reduzir o desperdício e melhorar o desempenho do time de colaboradores.


Thaísa Lopes, gerente de produção da Matersol, detalha que os indicadores acompanhados por meio da ferramenta estão interligados e que, por meio do monitoramento, é possível melhorar os processos internos. “A cada duas horas consigo acompanhar como está a produção, com informações sobre o número de peças por minuto”, explica.


Na Zaja Confecções, na cidade de Cerro Corá, a digitalização começou bem antes, em 2018. “É uma ferramenta criada pela própria empresa, utilizada inicialmente para o controle de produção”, conta o diretor-presidente Zeca Araújo.


As informações traziam, em tempo real, a quantidade de peças produzidas, além do desempenho dos colaboradores, de forma individual, por equipes e a eficiência da empresa como um todo. Com a evolução de marca própria para private label, outros indicadores passaram a ser acompanhados na ferramenta: estoque, compra de produtos, insumos e tecidos e o tempo gasto em cada processo – desde a compra dos insumos à saída das peças da loja.


“Com a tecnologia, nós conseguimos identificar gargalos, planejar a entrada de novos itens e observar a polivalência dos colaboradores. Quando chega um produto novo, a gente já sabe quem é o profissional com melhor aptidão para desenvolvê-lo com qualidade e velocidade. Isso nos deu mais agilidade nos processos, com um ganho de tempo de 25%, inclusive na produção das peças. O controle do estoque em tempo real e o acompanhamento do faturamento também foram outros ganhos muito importantes”, afirma Zeca Araújo.


 
 
 

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