ESTUDANTES DO RN VÃO APRESENTAR PESQUISA SOBRE A CAATINGA EM FÓRUM DA ONU
Alunas do IERN desenvolveram projeto com microalgas para recuperação de solos degradados e buscam recursos para viajar a Roma

Cinco estudantes do curso técnico em Química do Instituto Estadual de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte (IERN) foram selecionadas para participar do World Food Forum, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. As jovens fazem parte do projeto de pesquisa “Ka’atinga”, desenvolvido a partir de uma questão diretamente relacionada ao território nordestino: a degradação dos solos da Caatinga.
A pesquisa busca desenvolver alternativas para a recuperação de áreas degradadas do bioma utilizando biomassa produzida a partir de microalgas. O trabalho reúne conhecimentos das áreas de química, biotecnologia, meio ambiente e sustentabilidade e coloca estudantes da rede pública do Rio Grande do Norte no desenvolvimento de uma pesquisa voltada para um problema ambiental presente no próprio território.
Para as estudantes, a participação no evento representa ainda a possibilidade de levar para fora do estado uma produção científica desenvolvida dentro da escola pública. “Queremos representar o Rio Grande do Norte, a ciência jovem do Nordeste e as escolas públicas brasileiras. A Caatinga também produz ciência, conhecimento e soluções que podem contribuir para um futuro mais sustentável”, afirmam.
A viagem para Roma, no entanto, ainda depende da arrecadação de recursos. Mesmo com a seleção para participar do evento, as estudantes precisam custear despesas como passagens aéreas, hospedagem, alimentação e outros gastos relacionados ao deslocamento e à permanência na Itália.
Para tentar viabilizar a participação, o grupo iniciou uma campanha de arrecadação e busca apoio da sociedade, de instituições, empresas e pessoas interessadas em contribuir com a iniciativa. As doações podem ser feitas por meio do PIX josangelah@gmail.com, em nome de Josangela Bezerra da Silva.
A campanha tem como objetivo alcançar o valor necessário para que as estudantes possam viajar e apresentar a pesquisa em Roma. Caso a meta não seja alcançada, os recursos arrecadados serão destinados ao fomento das atividades de pesquisa do projeto, de acordo com as responsáveis pela iniciativa. Dessa forma, o dinheiro continuará sendo utilizado em ações relacionadas à produção científica desenvolvida pelas estudantes.
Agora RN
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