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LULA CRITICA ALIADOS DO PT E COBRA ALIANÇAS NOS ESTADOS DURANTE EVENTO DO PARTIDO

  • comercialpautarn
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

Presidente citou emendas parlamentares, derrotas eleitorais e brigas internas



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou aliados do partido durante um evento comemorativo da legenda, diante de dirigentes, ministros e militantes. Ele cobrou alianças nos estados, criticou a votação do PT a favor das emendas parlamentares e afirmou que o partido não deve ir para a “vala comum da política”.



“Vocês têm a obrigação moral, a obrigação ética de não deixar esse partido ser um partido que vai para a vala comum da política desse País”, disse Lula.



O presidente criticou o volume de emendas parlamentares e afirmou que houve um “sequestro” do orçamento do Executivo. “Não é normal” o Congresso aprovar mais de R$ 60 bilhões em emendas parlamentares, afirmou, e classificou como “grave” o fato de o PT ter dado aval à votação.


Ao falar sobre alianças, Lula disse que o partido não está “com essa bola toda em todos os Estados” e que há regiões em que será necessário fazer composição para vencer.



Lula também cobrou autocrítica sobre derrotas eleitorais e citou São Paulo como exemplo. “O PT governava 24 milhões de pessoas na Grande São Paulo. O PT governava Osasco, Guarulhos, Santo André, São Bernardo, Diadema, Mauá, Campinas, governou Piracicaba. Hoje o que o PT governa? O que aconteceu? O que aconteceu? Alguma coisa. Em algum momento nós erramos. Em alguma coisa nós erramos. E ter capacidade para dizer aonde nós erramos para corrigir. A gente não pode continuar persistindo no erro. O PT em Santo André era um PT extremamente organizado. Era símbolo. O que aconteceu com o PT em Santo André? As brigas internas acabaram com o PT.”



O presidente afirmou ainda que o partido tem “desvios” e está “acumulando muitos erros” e reforçou que dirigentes têm a obrigação de não permitir que a sigla vá para a “vala comum” da política.



Lula também criticou a classe política e afirmou que “política apodreceu” e está “mercantilizada”. “Vocês que são candidatos sabem como está o mercado eleitoral nesse País, você sabe quanto custa um cabo eleitoral, um vereador, o preço de cada candidatura nesse País”, declarou, ao mencionar ter saudade do tempo em que fazia comício.



O presidente disse ainda que a eleição deste ano será uma “guerra” e que aliados não devem ficar parados diante de críticas e informações falsas direcionadas ao governo.



 
 
 

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