MERCADO DE CAVALOS QUARTO DE MILHA NO RN GERA MAIS DE R$ 10 MILHÕES POR ANO
Preço de um equino da raça, segundo a ANQM, depende de fatores como idade, genética, cruzamento, nível de doma, reprodução e participação em competições. Foto: Alex Régis
Redação Tribuna do Norte

O mercado de criação de cavalos Quarto de Milha no Rio Grande do Norte vive um momento de expansão, impulsionado pelo crescimento de competições que conquistam cada vez mais espaço no país, como a vaquejada e as provas de tambor. Mais do que tradição, essas modalidades envolvem criadores, treinadores e investidores e estimulam o desenvolvimento de animais de alto desempenho. A qualidade genética do rebanho potiguar também contribui para o avanço da atividade, que movimenta mais de R$ 10 milhões por ano apenas com a comercialização dos animais.
De acordo com estimativas da Associação de Criadores de Quarto de Milha do RN (ANQM), o estado possui cerca de 2 mil animais da raça. Vladimir Gurgel, presidente da entidade, explica que é difícil dimensionar com precisão o impacto econômico dessa cadeia, que envolve diversos profissionais, como veterinários e tratadores, além de uma ampla rede de fornecedores de insumos para os criadores. As competições, que têm recebido apoio de personalidades como cantores e ex-jogadores de futebol, também ajudam a explicar o crescimento do mercado.
Segundo o presidente da ANQM, o RN tem cerca de 390 criadores de Quarto de Milha, com perfis variados, que vão de pequenos proprietários a competidores e investidores. “Muitos possuem apenas um animal. Ele compra, parcela em até 50 vezes e faz um plantio de capim para alimentar o cavalo. A grande maioria começa assim.” Gurgel conta que, com o tempo, o criador aprende a montar e, quando se adapta, começa a participar de competições até se profissionalizar. “E tem o perfil do investidor com muito dinheiro, que quer uma genética boa e compra o cavalo à vista”, afirma.

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