NOVOS MERCADOS, VELHOS DESAFIOS: OS CAMINHOS DA FRUTICULTURA NORDESTINA
Para o presidente da Abrafrutas, Waldyr Promicia, ampliação dos mercados compradores é uma estratégia para diminuir a dependência das exportações em destinos tradicionais
Por Ana Júlia Silva
Revista Nordeste

A fruticultura nordestina exportou cerca de US$ 400,9 milhões no primeiro semestre de 2026, período em que a região embarcou 383,9 mil toneladas de frutas para o mercado internacional. A manga liderou o faturamento, enquanto o melão se destacou em volume. Melancia, limão, mamão e uva também contribuíram para o desempenho das vendas externas.
Ao mesmo tempo, a abertura de novos mercados amplia as possibilidades de comercialização das frutas brasileiras. Em 2026, o Brasil avançou no acesso a novos destinos como China, El Salvador e Cuba, com produtos que incluem polpas e frutas congeladas, maçãs e diferentes hortifrutis. Para a fruticultura nordestina, a expansão desses destinos pode abrir novas possibilidades comerciais, embora o aproveitamento das oportunidades dependa das condições de cada produto e mercado.
As uvas estão entre as frutas com potencial para ampliar a presença brasileira no exterior. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o Nordeste respondeu por cerca de 30% da produção nacional da fruta até 2024 e por aproximadamente 90% das exportações brasileiras de uvas sem sementes.
Azerbaijão e Cuba aparecem entre as possibilidades de expansão comercial, mas ainda é necessário distinguir a abertura ou negociação de mercados da existência de vendas efetivas para esses destinos.
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