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O GOVERNADOR REELEITO DA BAHIA, JERÔNIMO RODRIGUES (PT), AFIRMOU QUE O SUCESSOR DO PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT) NÃO PRECISA SER, NECESSARIAMENTE, DO PT.

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há 11 minutos
2 min de leitura

Em entrevista nesta quarta-feira (4), o petista defendeu que o nome escolhido esteja comprometido com a continuidade do projeto político liderado por Lula, independentemente da legenda.


Segundo Jerônimo, a prioridade é preservar o campo político construído em torno do presidente reeleito. Como exemplo, ele citou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), destacando que lideranças de outros partidos podem integrar esse projeto.



JÁ É HORA DE FALAR SOBRE O SUCESSOR DE LULA?


O governador ponderou, no entanto, que ainda é cedo para discutir nomes para a sucessão presidencial.



“Estamos vivos porque o PT passou por mudanças. Não significa excluir ninguém. É a renovação. Podemos renovar o próprio governo do presidente. Lula acena para isso. O sucessor não precisa ser necessariamente do PT. Tem que ser de um campo que conduza o que fizemos até aqui, para que o Brasil continue em boas mãos”, disse, em entrevista ao jornal O Globo.



“O vice-presidente Geraldo Alckmin ajudou bastante e não é do PT. Lula está fazendo um movimento dentro do Congresso e vai precisar de diversos partidos. O que importa é o projeto para o país e quem está alinhado politicamente”, afirmou.


GOVERNADOR DO PT DEFENDE mais ESPAÇO PARA O NORDESTE


Além da sucessão, Jerônimo defendeu maior participação do Nordeste nas decisões do PT e na composição do próximo governo federal.


Para ele, a região não deve ser vista apenas como um importante reduto eleitoral, mas também ocupar espaços estratégicos na formulação de políticas públicas e na administração federal.


O PT nacional precisa enxergar que são quatro governadores do partido, todos do Nordeste. A maior parte dos senadores também. Temos uma força para ser calibrada da forma adequada. Não significa impor ao Lula uma troca. Mas política se faz com reconhecimento. O Nordeste precisa ser visto e pode contribuir. A Bahia tem bons nomes”, disse.


“Não queremos ser só fonte de voto. Vamos nos colocar como dirigentes de uma política nacional de desenvolvimento, investimento na infraestrutura, pensamento na ciência… Dentro do governo e do partido. É construção. Temos que ocupar espaço e colocar uma plataforma à mesa”, acrescentou.

 
 
 

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