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ORQUESTRA SINFÔNICA DO RN COMEMORA 50 ANOS COM APRESENTAÇÃO GRATUITA EM NATAL

comercialpautarn
há 12 horas
2 min de leitura

Bruxas reunidas numa montanha durante a noite, um cisne que percorre o rio dos mortos e uma ave capaz de iluminar a escuridão. O palco do Teatro Alberto Maranhão será ocupado por algumas das imagens mais fantásticas da música sinfônicat nesta quarta-feira (30), quando a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte apresenta o concerto gratuito “Ritos e Mistérios”, às 19h30, em Natal.


A apresentação, que integra as comemorações pelos 50 anos da OSRN, reúne quatro obras atravessadas por lendas, mitologia e narrativas fantásticas. Sob a regência do maestro Linus Lerner, a orquestra tocará “Uma Noite no Monte Calvo”, de Modest Mussorgsky; “O Cisne de Tuonela”, de Jean Sibelius; o “Concerto para Violino em Mi menor”, de Felix Mendelssohn; e a “Suíte Pássaro de Fogo”, de Igor Stravinsky.


Duas delas chegam ao repertório da Sinfônica potiguar pela primeira vez. “O Cisne de Tuonela” e “O Pássaro de Fogo” jamais foram executadas pela OSRN e, segundo Linus Lerner, possivelmente também nunca foram apresentadas em Natal. “Estamos preparando uma noite cheia de magia, rituais e mistérios”, afirma o maestro.


A escolha das peças explica o nome do concerto. Composta no século 19, “Uma Noite no Monte Calvo” mergulha no imaginário sobrenatural eslavo, com uma música que evoca uma reunião noturna de forças sombrias. Sibelius buscou inspiração na mitologia finlandesa para criar “O Cisne de Tuonela”, em que a ave desliza pelo rio que cerca o mundo dos mortos. Já Stravinsky transformou antigos contos russos sobre um pássaro mágico em uma das obras que mudariam sua carreira e a própria história do balé no início do século XX.


“O Pássaro de Fogo” estreou em Paris, em 1910, numa produção dos Ballets Russes, e projetou internacionalmente o então jovem Stravinsky. A música acompanha uma narrativa de encantamento, criaturas sobrenaturais e libertação, passando de momentos quase silenciosos a explosões orquestrais que se tornaram algumas das páginas mais reconhecidas do compositor.


Entre esses universos fantásticos, Mendelssohn coloca o violino no centro do palco. O solista convidado será o italiano Loreto Gismondi, músico com trajetória em concertos e formações de câmara dentro e fora da Itália. Ao longo da carreira, ele colaborou com conjuntos como a Orchestra da Camera di Santa Cecilia, posteriormente I Filarmonici di Roma, sob direção de Uto Ughi, e a Roma Sinfonietta, ligada durante anos ao compositor e maestro Ennio Morricone.


 
 
 

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