PL ARTICULA ROGÉRIO MARINHO PARA PRESIDIR SENADO E PRESSIONAR STF

Com mais quatro anos de mandato garantido, o senador potiguar Rogério Marinho (PL) já mira a presidência do Senado Federal em 2027 com o apoio da direção nacional de seu partido e de colegas da bancada do Rio Grande do Norte. A articulação ocorre em meio ao avanço da direita no Congresso Nacional e às pressões de setores bolsonaristas por medidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto afirmou que a legenda pretende eleger Marinho para comandar a Casa a partir de fevereiro de 2027. Em entrevista ao SBT News, Valdemar descartou apoiar a recondução do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e declarou que o partido trabalhará para viabilizar o nome do potiguar.
A eleição, porém, depende da articulação com outras legendas e da composição política que se formará para a próxima legislatura. Valdemar condicionou a escolha de Marinho também à vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. Segundo ele, o partido pretende construir uma maioria com aliados do PP, União Brasil e Republicanos.
O PL terá 28 das 81 cadeiras do Senado a partir de 2027. Somadas às bancadas do PP, União Brasil e Republicanos, as quatro siglas reunirão 44 senadores, embora a composição de uma maioria efetiva dependa das alianças e dos posicionamentos individuais dos parlamentares.
Marinho já disputou a presidência da Casa em 2023, quando foi derrotado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que recebeu 49 votos, contra 32 do potiguar. A nova tentativa ocorre em um cenário de fortalecimento da bancada do PL e de disputa pelo controle da agenda legislativa.
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