QUEIJOS DE CABRA GANHAM ESPAÇO NO MERCADO COM PRODUÇÃO ARTESANAL NO AGRESTE POTIGUAR
- comercialpautarn
- há 10 horas
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Capril Buxada, de Monte Alegre, aposta na diversificação de derivados do leite caprino e já soma mais de 18 premiações em concursos nacionais

No Agreste potiguar, desponta no mercado alimentício uma produção diversificada de queijos de cabra. Com 13 anos de atividade, o gestor e proprietário da Capril Buxada, Marcelo Paiva, destaca com orgulho o modelo da empresa, baseado na agricultura familiar e na valorização gradual de um produto essencialmente potiguar.
Paiva conta que trabalha com leite desde os 17 anos. Ele iniciou na atividade com a produção de leite bovino, comercializado tanto de forma direta quanto para laticínios. Depois, passou a adotar a mesma dinâmica com o leite de cabra. No entanto, após enfrentar dificuldades com indústrias, decidiu investir na produção de derivados do leite caprino — atividade com a qual se identificou e na qual vem expandindo a atuação ao longo dos anos.
A queijeira Capril Buxada está localizada no município de Monte Alegre, a cerca de 40 quilômetros de Natal. Segundo Paiva, a empresa conta atualmente com mais de 30 produtos, entre iogurtes, queijos e doces. Destes, dois já são reconhecidos com o selo Feito Potiguar, enquanto outros estão em processo de reconhecimento. Entre os produtos certificados estão o queijo Paixão, o queijo de leite de cabra tipo reino e o Cabrita — queijo de coalho produzido com leite de cabra.
Em setembro de 2025, a Capril Buxada recebeu o selo Feito Potiguar em cerimônia realizada no município de Santa Cruz. Sobre o reconhecimento, Marcelo afirma que a iniciativa contribui para ampliar a visibilidade dos produtos locais.
“O Sebrae vem me ajudando com divulgação e visibilidade — a gente não fica invisível. Isso ajuda a crescer nas vendas. É um produto mais sofisticado e, por isso, mais caro. Às vezes, há pessoas no próprio Rio Grande do Norte que ainda não conhecem. O estado tem tanta coisa: sal, açúcar, café, frutas. A gente precisa valorizar o que é nosso. Temos rapadura, carne de sol. O agro do Rio Grande do Norte é muito rico e diverso”, afirma.

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