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MAIS VOOS IMPULSIONAM TURISMO NO RN E ELEVAM OCUPAÇÃO DOS HOTÉIS

  • comercialpautarn
  • há 35 minutos
  • 2 min de leitura

Presidente da ABIH-RN, Edmar Gadelha, afirma que Estado tem 60 mil leitos e defende mais recursos públicos para promoção do destino e expansão da malha aérea



O Rio Grande do Norte encerrou o primeiro semestre de 2026 com aumento da ocupação hoteleira e ampliação das conexões internacionais, mas ainda opera abaixo de seu potencial turístico. Com cerca de 60 mil leitos e um aeroporto utilizando aproximadamente metade da capacidade, o Estado precisa elevar os investimentos em promoção, infraestrutura e atração de voos, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN), Edmar Gadelha.


Em entrevista ao podcast Economia & Negócios, apresentado pelo jornalista Elias Luz, da TV Agora RN, Gadelha afirmou que o turismo é o principal pilar econômico do Estado e movimenta cerca de 70 atividades. A cadeia inclui hotéis, restaurantes, transportes, receptivos, agricultura familiar, comércio e serviços. “É muito provável que todos os norte-rio-grandenses estejam trabalhando com turismo ou tenham alguém da família trabalhando com turismo”, disse.


À frente da ABIH-RN há 18 meses, Gadelha atribui o avanço do setor à atuação conjunta das empresas, do Governo do Estado e das operadoras de viagens. Para ele, porém, o orçamento reservado à promoção turística ainda é inferior ao de outros Estados do Nordeste. Entre as principais pautas acompanhadas pela entidade no período, Gadelha citou a prorrogação do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) e a regulamentação da reforma tributária.


Apesar do crescimento, Gadelha afirma que a malha aérea potiguar permanece distante da oferta dos Estados vizinhos. Em 2025, o Rio Grande do Norte teria disponibilizado cerca de 770 mil assentos, enquanto Ceará e Pernambuco alcançaram, cada um, aproximadamente 4,5 milhões.


O Aeroporto Internacional de Natal opera com cerca de metade da capacidade. Para o presidente da ABIH-RN, esse espaço ocioso demonstra que o Estado pode receber mais voos sem a necessidade imediata de ampliar a estrutura do terminal. “Precisamos comemorar, mas precisamos ampliar ainda mais. Temos muito espaço para crescer”, declarou.


 
 
 

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